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Benvindos U. F. de Bensafrim e Barão de São João

História

BENSAFRIM

O povoamento do território que compreende a actual povoação deu-se em tempos remotos, um facto comprovado pelos vestígios arqueológicos encontrados na povoação, como é o caso de menires, bem desenvolvidos e de fácil reconhecimento e de uma necrópole da Idade do Ferro. Aqui foi confirmada a presença romana, pois nesta necrópole foram encontradas incineração pertencentes a este povo, de onde se retiraram fragmentos de cerâmica, pregos, armas e algumas peças de bronze do século I d. C.. O espólio da necrópole pré-romana incluía vasos cerâmicos, um anel de cobre, argolas de bronze, fuzilhões de fíbulas, pontas de lança em ferro, uma pequena argola de ouro, contas de vidro colorido e lajes funerárias com caracteres ibéricos.

 

Da presença muçulmana, também ela identificada na povoação, destaca-se os poços e noras e, de maior importância, os silos escavados na rocha.

 

Por volta do século XVI, a economia de Bensafrim assentava nas produções típicas da região, como é o caso do figo, da amêndoa, do mel, da cera, do gado e do carvão. Há também registo da existência de fábricas de cerâmica na região. Este tipo de economia tradicional chegou aos nossos dias, pelo facto de Bensafrim não ter acompanhado o desenvolvimento que se reflectia nas outras povoaçãos do concelho de Lagos, tendo-se mantido até ao século XX, uma povoação de elevada ruralidade.

 

Toda a sua estrutura social na altura se cingia ao pároco, que presidia à vida da comunidade. Todas as questões sócio-económicas giravam em torno da igreja paroquial e respectiva manutenção e da luta pela melhoria das condições de vida da população.

 

O seu curioso topónimo tem sido objecto de várias análises levadas a cabo por diferentes autores. Américo Costa, entre outros, tem salientado a presença de reminiscências místicas de origem árabe e de elementos da liturgia do evangelho, não sendo, no entanto, possível ter esta afirmação como certa.

 

O orago da povoação de Bensafrim é São Bartolomeu.

 

BARÃO DE SÃO JOÃO

Barão de São João é uma freguesia rural do concelho de Lagos, distrito de Faro, tem a área de 51,75 Km2, fica situada no extremo noroeste do concelho de Lagos, sendo limitada a Norte pela freguesia da Bordeira (concelho de Aljezur); a Nascente pela freguesia de Bensafrim (concelho de Lagos); a Sul pelas freguesias de São Sebastião e da Luz (concelho de Lagos) e a Poente pelas freguesias de Barão de São Miguel, Budens e Vila do Bispo (concelho de Vila do Bispo).

 

Barão de São João resulta na expressão mais eloquente de uma Medievalidade que perdurou até à implantação da restauração da Freguesia em 1933.

 

A povoação de São João Baptista enriqueceu o seu património imobiliário com vastos domínios económicos que se estendiam até Budens, Barão de São Miguel, Almádena, etc.

Estas áreas sócio-económicas englobavam a então freguesia de Barão de São João que numa titularidade nobiliárquica fundamentavam a povoação de São João Baptista.

 

É no século XV, em pleno reinado de D. Afonso V, que surge em Portugal o título nobiliárquico, assim o Algarve iria conhecer este título numa data posterior a 1475.

 

Porém, é apenas no século XVII que a povoação de São João Baptista recebe o título nobiliárquico. Nessa época, Barão de São João detinha já de várias Confrarias e Mordomias.

 

Barão de São João evoluiu regressivamente e chega aos inícios do século XX com uma situação deficitária relativamente aos habitantes e aos meios económicos.

 

Integrado numa sociedade contemporânea através de uma ruralidade, Barão de São João inclui uma Mata Nacional e uma Igreja tipicamente enquadrada no século XVII onde são notáveis elementos religiosos dedicados a São João Baptista, ao Sagrado Coração de Jesus, entre outros.

 

in MARTINS, José António de Jesus,

 

Estudo Histórico Monográfico - da Freguesia de Barão de São João,1989, pp.23-24

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